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A despedida do Tremendão
No dia 09 de novembro perdemos uma das maiores vozes da música brasileira, Gal Costa e de Rolado Boldrin, ator, apresentador, cantor, grande defensor da musica e contador de causos caipira. Duas grandes perdas em um único dia. O Brasil inteiro chorou e o luto tomou conta dos amantes desses dois grandes interpretes da música brasileira. Passados treze dias dessas duas mortes, recebemos a noticia da morte de Erasmo Esteves, conhecido popularmente como Erasmo Carlos(1941-2022), o Tremendão. Carioca do bairro da Tijuca ele nasceu em 05/06/1941. Era multi-instrumentista, cantor, ator e compositor de mais quinhentas músicas. Erasmo foi o precursor do rock e da Jovem Guarda e irmão camarada de Roberto Carlos que, juntos, formaram a dupla e interpretes das grandes canções que marcaram as décadas de sessenta, setenta, oitenta, noventa e até hoje deixou uma marca indelével na memoria daqueles que viveram esta época cantando suas belas canções. Creio eu que se não existisse Erasmo com suas belas e inesquecíveis composições, possivelmente não existiria Roberto Carlos. Posso até estar aqui dizendo uma heresia, mas é o que acho. Erasmo foi o mentor e responsável pelo sucesso das grandes músicas cantadas por Roberto Carlos e tantos outros(as) cantores(ras) deste Brasil varonil. Ele “era o tal, tal e tal”. E assim ele foi “...o amigo de fé e irmão camarada” não somente de Roberto Carlos, mas de todos os seus contemporâneos brasileiros que o admiravam. Com a morte de Erasmo Carlos estamos perdendo o que de melhor tínhamos como compositor e vamos ficando cada vez mais órfãos e sem a companhia de fenômenos como ele. No dia de sua morte sua mulher, Fernanda Passos, ligou para Roberto Carlos para dizer que seu amigo estava indo embora. Roberto então disse que queria se despedir dele e que ela colocasse o telefone junto a ele. Fernanda colocou o telefone junto ao ouvido dele. Ao Ouvir o som da voz de Roberto, os olhos de Erasmo brilharam, lacrimejaram e seu corpo mexeu lentamente. Fernanda não sabe exatamente o que Roberto lhe dissera ao telefone, mas quando tirou o aparelho do ouvido de Erasmo ela ouviu o choro de Roberto. Fernanda também chorou e pensou que talvez eles tivessem tido essa última conversa de despedida, “Você meu amigo de fé, irmão camarada..., nem preciso lhe dizer o quanto você é meu amigo”. Vá com Deus e me espere “sentado a beira do caminho”, ao que Erasmo deve ter lhe respondido, “Não adianta nem tentar me esquecer, durante muito tempo em sua vida eu vou viver..., o ronco barulhento de seu carro, a velha calça desbotada ou coisa assim e até nesse momento você vai lembrar de mim...”  Com certeza lembraremos e sentiremos muita falta de Erasmo Carlos e creio que á essa hora ele já deve estar sentado ao lado do rei Deus e chamando-o de “amigo de fé, irmão camarada” e certamente convidando-o para fazer uma festa de arromba no céu. Ei, ei, que onda cara... Fique em paz Erasmo! Juarez Cruz. Escritor. Salvador-BA


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