"A humanidade sempre teve medo de mulheres que voam, sejam elas bruxas, sejam elas livres." Talvez essa frase incomode justamente porque ela ainda faz sentido. Desde sempre quando uma mulher decide pensar por conta própria, falar o que acredita e ocupar o espaço que é dela, alguma coisa se desestabiliza. Não é só sobre comportamento, é sobre estrutura. Durante muito tempo o mundo foi organizado pra mulheres caberem, caberem no silêncio, na expectativa, no papel que foi desenhado pra elas. Então quando uma mulher rompe, ela não só muda a própria vida, ela desafia um sistema inteiro. E é curioso como isso se traduz até hoje. Mulher com opinião, opinião forte vira difÃcil, mulher que se impõe vira arrogante, mulher que não aceita vira exigente. Existe sempre um rótulo pronto pra tentar diminuir aquilo que não pode ser controlado. Porque quando uma mulher não pede licença, ela confronta uma expectativa silenciosa de que deveria pedir, mas no fundo, não é sobre medo de mulheres, é sobre medo do que elas representam quando elas são livres. Porque uma mulher livre não negocia a própria voz, não aceita menos do que merece e não se diminui pra caber em lugares que já não fazem sentido. E Isso muda a dinâmica de tudo, das relações, dos espaços, das escolhas. Ser uma mulher que voa, não é sobre não ter medo, é sobre não deixar que o medo dite o caminho, é sobre entender que nem todo mundo vai aplaudir e tudo bem, porque cada vez que uma mulher escolhe ser inteira, mesmo que isso incomode, ela abre caminho pra outras fazerem o mesmo. No fim, talvez o que assuste não seja o voo, é o fato de que quando uma mulher descobre que pode voar, ela nunca mais aceita viver em gaiola.
— .(Escrito dia 30/04/2026, às 11:52).


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