"Ela era laranja. Não um laranja qualquer, um laranja comum de pôr do sol ou de fruta no pé. Ela era laranja ultra forte."
Francielle conhecer você, me trouxe algo que há muito tempo eu não sentia, o desejo das possibilidades. O desejo de viver coisas novas, de estar aberta pra um punhado de caminhos, porque quando dois mundos se encontram há muitas descobertas a serem feitas. Nos seres humanos, somos seres abertos e por mais que a gente vista uma armadura, quando o destino coloca alguém tão aberto quanto a gente, também temos o desejo de nos abrir, ainda mais quando a armadura é vencida pela gentileza, cuidado, afeto, respeito, segurança, lealdade e transparência. E uma das coisas que eu mais gosto de estar na sua companhia, é o quanto essa minha versão que só você tem, é apaixonante. Eu tenho me apaixonado mais por mim, estando apaixonada por você, e isso pra mim tem bastante valor. Sei que ainda é só o começo dessa trajetória, mas além de todo o desejo, a gente tem aprendido muito uma com a outra, todas essas desconstruções que já estão acontecendo, e outras tantas que estão por vir. Digamos que eu sou uma lata, e você com o seu abridor de latas único de ouro, vem me abrindo lentamente, com a sua forma cativante de ser, a sua risada contagiante e o seu coração doce. Eu gosto muito de você. Eu adoro o jeito que você surge nos meus pensamentos sem aviso. Seu sorriso tem esse poder estranho de melhorar qualquer dia ruim. Estar com você é como encontrar calma no meio do caos. Até quando você não está, ainda consigo sentir você comigo. Eu gosto dos detalhes que ninguém percebe, do seu jeito único. Não é só sobre beleza, é sobre o que você faz eu sentir. Você faz sentido na minha vida de um jeito raro. E quando penso em felicidade, é você que vem na minha mente. Eu quero aprender coisas sobre você que ninguém nunca se importou em conhecer. Você não é só alguém que eu quero por perto, porque querer, por si só, ainda é algo que pode ser passageiro, algo que oscila com o tempo, com o humor, com as circunstâncias. O que eu sinto por você ultrapassa essa ideia simples de presença desejada. Não se trata apenas de gostar da sua companhia ou de sentir falta quando você não está. É mais profundo, mais silencioso, mais enraizado. Você, de alguma forma que eu nem sei explicar completamente, foi atravessando as camadas mais protegidas de quem eu sou. Não com pressa, não com esforço, mas com uma naturalidade quase desarmante. Quando percebi, você já não estava do lado de fora, ocupando um espaço comum na minha vida. Você já fazia parte daquilo que sustenta minhas escolhas, daquilo que influencia o que eu valorizo, do que eu levo em consideração mesmo quando estou sozinha. E isso muda tudo. Porque quando alguém entra nesse lugar, não é mais sobre presença física. Não é mais sobre estar perto ou longe. É sobre existir dentro. É sobre fazer parte dos critérios invisíveis que moldam o que importa. Você passou a habitar meus pensamentos de um jeito que não invade, mas permanece. Um jeito que não pesa, mas se instala com significado. E o mais curioso é que isso não veio de grandes momentos isolados, nem de declarações intensas. Veio dos detalhes. Das conversas aparentemente simples que ficaram ecoando depois. Dos silêncios que não foram desconfortáveis. Dos olhares que disseram mais do que qualquer frase poderia organizar. Foi nesse acúmulo sutil que você foi deixando de ser “Alguém que eu gosto” e se tornando “Alguém que faz parte”. Hoje, quando eu penso no que é importante pra mim, você está lá. Não como um pensamento forçado, mas como uma presença inevitável. Como se já estivesse integrada à estrutura das minhas prioridades, das minhas emoções, das minhas decisões. E talvez seja isso que mais me chama atenção, pois foi algo que eu decidi conscientemente. Foi uma escolha racional. Foi acontecendo. E quando eu tentei entender em que momento isso começou, já era tarde demais pra separar. Porque você já não está do lado de fora, você já está dentro daquilo que, pra mim, realmente importa.
— .(Inicio da escrita dia 28/04/2026 ás 07:49). .(Fim da escrita dia 03/05/2026, ás 13:44).


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