A vaidade nasce como um sopro de brilho,
um perfume que seduz o olhar,
um espelho que promete eternidade
a quem nele ousa se perder.
Ela caminha leve, vestida de ouro,
mas seus pés tocam o chão da ilusão.
É chama que aquece a autoestima,
e fogo que consome a essência.
Vaidade é flor rara:
quando regada com medida,
exala cuidado e beleza;
quando sufocada em excesso,
murcha a alma e aprisiona o coração.
No silêncio, a vaidade revela sua verdade:
não é inimiga, nem rainha,
apenas um reflexo frágil
do desejo humano de ser visto.
🌼 Lorena Briss 🌼


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