A nossa luta como humanidade é histórica. Se eu espero a solidariedade, eu tenho que viver solidariedade. Se eu espero a partilha, eu não posso ser acumuladora, eu tenho que viver a partilha. Então, é tudo muito interligado, porque aquilo que eu acredito, a esperança me move a viver. Por isso que o Paulo Freire fala em esperançar, você viver aquilo que você acredita e aquilo que você espera. Então eu não posso acreditar e esperar uma sociedade que não seja, é, machista e eu ser machista. Eu esperar uma sociedade que seja fraterna e solidária e eu ser preconceituosa. Acima de tudo como humanidade temos que ter consciência da importância da esperança e do compromisso, de que a ideia de que o esforço pela mudança não é um ponto de partida ou chegada individual, mas sim uma continuidade que transcende gerações. Isso é responsabilidade coletiva, e o legado que iremos deixar pra quem ainda vai chegar. A luta não começou com você e não vai terminar em você. Você faz parte de uma tradição de luta. Com uma mão eu partilho e com a outra eu luto. Isso é um chamado à perseverança e à fé em um futuro melhor, lembrando a todos que a jornada pela justiça e pela esperança é um esforço contínuo.
— .(Escrito dia 29/07/2026, às 16:44)


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