Não me diga pra eu me conter se eu sou feita de água, e, por muito tempo, você amou meu transbordar. Você mergulhou em mim e provou de todas as correntezas, aliás, quase todas, porque ainda vivo sem certezas, mas foi na beleza do correr que eu permiti me derramar. Eu nunca quis me amarrar, delimitar as minhas pontas, eu fui sentir onde desencontra pra ninguém mais me costurar. Então não me diga pra eu me conter, se eu escolho ser inteira. A minha cabeça é cachoeira e o coração é desaguar.
— .(Escrito dia 19/01/2026, às 16:53).


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