"Se é estranho se importar, se é difÃcil ser sincero, se é vergonhoso ser autêntico, eu espero que você vire alguém absurdamente envergonhado. Espero que você não só mostre o seu coração, mas dê um microfone a ele pra falar. Se é inquietante ser apaixonado, se é motivo de desprezo ser visto, se é educado ficar em silêncio, espero que você perturbe a paz. Espero que encare a rejeição ou o fracasso de cabeça erguida, porque não há maior sucesso do que ter coragem de tentar, em um mundo onde é mais fácil ser passivo, mas fácil ser insensÃvel, mais fácil se esconder. Espero que saiba o quão corajoso é, por manter-se sensÃvel e vivo, por mostrar seu coração quando não é fácil usá-lo. Agora mais do que nunca, precisamos de quem realmente se importa."
Cada parte de mim carrega uma origem que ardeu primeiro. Antes do meu primeiro suspiro, algo precisou explodir no escuro. Meus ossos lembram, mesmo que eu esqueça. Sou feita de ruÃnas luminosas, de finais que viraram começo. Há um universo inteiro sustentando meu silêncio. E à s vezes, quando respiro fundo, sinto que viver é continuar uma explosão antiga em forma de calma. Entre todas as versões que eu poderia ter sido, precisei aprender a honrar a que ficou. Não por falta de imaginação, mas por coragem. Tem uma quote do Fernando Sabino que diz que o diabo dessa vida é que entre 100 caminhos a gente sempre tem que escolher um e viver com a nostalgia dos outros 99. E desculpa te lembrar disso sem o seu consentimento, mas sim, nosso tempo é muito limitado, não vai dar pra ser e viver tudo e eu sempre achei isso muito injusto, porque é! Tanto é, que a gente vive negando, porque é bem mais fácil fingir que tudo e todos são pra sempre. Só que à s vezes eu sou pega de surpresa, esmagada pela minha humanidade e lembrada de que tal época não volta nunca mais, nem tal versão, idade, amigos, amores ou até dores que pareciam que iam acabar com a minha vida e que hoje eu sinto até um carinho, tenho até saudade. Quando eu era adolescente, eu colocava Stop This Train do John Mayer no repeat e chorava, como se com 16, eu soubesse alguma coisa sobre fim, morte e mudança. Mal sabia eu que só com 27 ou hoje completando 35 anos eu ia começar a perceber que o tempo passa não só pros outros, mas pra mim também, veja só que absurdo. E foi aà que eu entendi, que se eu não quero ser a pessoa que vive amarrada ao passado, eu preciso embelezar o meu agora. Preciso ter devoção pelas minhas escolhas, ao invés de viver flertando com as outras 99 opções. Porque mais triste do que a realidade de que tudo passa, muda e acaba, é a vida de quem entretém infinitas possibilidades, mas não testa, escolhe, vive e banca nenhuma delas.
— .(Escrito dia 27/02/2026, às 20:58).


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