Se tem uma coisa que eu adoro observar são as pessoas, a forma como pensam e falam, andam, suas atitudes e movimentações, como comem, se olham, mexem no celular, o formato do sorriso, como franzem a testa, como piscam, como correm, como brincam, o modo que segura um livro, o jeito que toma café, essas coisas simples do cotidiano. Quem me acompanha aqui, tem consciência que eu sou uma grande entusiasta da humanidade, e que por mais que existem dias nublados, ainda assim aprecio essas sutilezas e delicadezas, os traços, trejeitos e modos que cada indivÃduo no mundo carrega e os traz consigo pro meio em que vivem, na realidade gosto de ler em voz alta as pessoas, e os meus olhos tem facilidade nisso.
Nós humanos somos seres encantados, cada um tem a sua magia, e sempre afirmo que o encontro de pessoas, é a união de mundos. Quando se vai no circo, há diversas atrações, como malabaristas, mágicos, contorcionistas, trapezistas, globo da morte. E usando essa analogia, ali naquela tenda existem grandes planetas em órbita, ecossistemas que se entrelaçam como uma cigarra que tem seus pés grudados na terra com uma força rara. E a raça humana é esse universo paralelo entre se equilibrar nesse fio invisÃvel, e logo depois pisar com os pés descalços, virar terra e se plantar a própria raiz no chão. Na realidade talvez só sejamos esse emaranhado de coisas grandiosas, esse amontoado de coisas sublimes, que seguem na correnteza dos encantos, como criaturas etéreas, mudando marés, crescendo mãos, surgindo fés, astros transitando como uma luz própria sem a menor necessidade do uso da elétrica. Apreciando quantos sóis ainda vamos ver nascer, em como alguns mundos podem ruir e quantas curas ainda conseguem surgir. Transitando nesse papo quântico, diferentes hemisférios de uma mesma rua, molhados de gente.
— .(Escrito dia 01/01/2026, às 12:36).


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