A nossa alma, nós não á vemos. Não sabemos o que se passa no pensamento do outro, nem no seu coração. Não sabemos pra onde vão aqueles que nos deixam e nem se realmente existem outros mundos. Nunca saberemos o que teria acontecido senão tivéssemos pegado aquele caminho, mas sim ido por outro. Não sabemos o que sente uma borboleta quando pousa em nosso braço, nem se o passarinho que canta está querendo nos dar um conserto. Acreditamos que sabemos tanto e não sabemos quase nada. A magia, porém, se passa quando escolhemos confiar sobre tudo em nós mesmos. Essa é a porta para todo o resto. E sendo quase tudo um mistério, é necessário confiar, sem entender nada, sem ter certezas, caminhando como se caminha por penumbras, confiando nos passos que damos, confiando no que poderá. Como quem constrói uma via muito antes de existir um trem pra passar por ali, sentindo que algum dia chegaria esse trem. Como quem salta e na caÃda, confia que nasceram suas asas. Parece imprescindÃvel e urgente, há de se confiar naquilo que não se vê.
— .(Escrito dia 31/12/2025, às 12:39).


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